5 Dicas para Melhorar o Conteúdo de sua Startup

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5 Dicas para Melhorar o Conteúdo de sua Startup

Moderninhos adoram proferir, aqui e ali, frases como “conteúdo é rei” – aliás, uma péssima adaptação literal da versão em inglês. O fato é que muitas startups parecem valorizar o conteúdo como forma de acelerar sua base de usuários e criar mercado, porém parecem dispostas a gastar muito pouco com isso. Não falo apenas de dinheiro, mas também de tempo. A “era do conteúdo” criou um mercado de novidades, material interessantíssimo proliferando na web e uma inundação de novas mídias e formatos, mas também criou um mercado paralelo de textos vazios, criados apenas com o intuito de reforçar palavras-chave ou ainda de divulgar versões pobres e semianalfabetas de informes publicitários das décadas de 1980 e 1990.

As métricas da vaidade, como dizem no setor, parecem estar cegando empreendedores em relação ao conteúdo que divulgam: ranqueiam, mas não conseguem reter; chamam a atenção, mas não sustentam a leitura; geram cliques incidentais, mas nunca ações de impulso ou propositais. Em um universo de números aparentemente positivos, startups parecem enxergar milagres na divulgação massiva de um conteúdo que pouco ou nada tem a ver com seus produtos e serviços, mas que conseguem gerar “likes” ou “pageviews”. Será que isso vale mesmo a pena?

O bom conteúdo, para início de conversa, atinge o público que você quer e planeja – muitas vezes alcançar milhares com a mensagem certa vale muito mais do que atingir milhões com uma mensagem qualquer. O marketing de conteúdo é uma ferramenta essencial para qualquer negócio nos dias de hoje, mas em muitos casos que vemos por aí, ele não passa de vídeos bonitinhos de gatinhos ou crianças fazendo graça – e isso tudo, apesar de extremamente viral, não vende seu peixe.

Separamos algumas dicas simples para você que pretende conquistar leitores que tenham potencial para ser clientes, de fato, de seus produtos.

1. Conteúdo é rei – então trate-o com respeito

Não é uma questão de preço ou do quanto você está disposto a gastar. Existem redatores, designers e profissionais de marketing baratos que produzem excelente material, assim como agências “especializadas” que, na verdade, terceirizam trabalho junto a freelancers cuja habilidade no português é, no mínimo, duvidosa. A dica aqui é supervisionar, ler e criticar todo o conteúdo que é produzido para sua empresa. Não sob o ponto de vista quantitativo, analisando aspectos de SEO e outros dados que nada têm a ver com o grau de interesse que um texto ou material pode gerar, mas do ponto de vista qualitativo, respondendo a algumas simples perguntas:

  • Esse conteúdo é relevante para meu público-alvo?
  • Houve pesquisa na produção do conteúdo, ou tudo foi simplesmente chutado?
  • No caso de infográficos, fotos e imagens, os padrões e formatos remetem às cores e à identidade de sua empresa?
  • A gramática está correta?
  • A leitura é simples e permite fluidez, mas sem parecer pobre e banal?

Pode parecer besteira, mas o fato é que 90% dos textos que vemos na internet não são mais do que copiões de trechos de blogs e textos do Wikipedia. Ainda que possam gerar algumfrisson nas redes sociais, não costumam prender a atenção do leitor por mais do que alguns segundos, e certamente não criam vínculos de longo prazo com o leitor.

2. Use canais com sabedoria

O marketing digital virou a ciência do “use tudo o que puder”. Não importa muito o que você está produzindo e divulgando, o que vale é postar esse conteúdo em 80 redes sociais diferentes, se possível duas ou três vezes ao dia, inserir no blog de sua empresa, enviar por e-mail e em newsletter para todos os clientes, e se possível gastar alguns ads aqui e ali para promover ainda mais o material.

O uso de múltiplos canais gera também múltiplos custos e dificulta o foco naqueles que realmente podem gerar retorno, ou naqueles que concentram seu verdadeiro público. Principalmente nos casos em que o uso de um canal demanda investimentos, seja em termos de anúncios e links patrocinados, de profissionais de mídias sociais para gerir o conteúdo, de redatores, designers ou produtores de conteúdo, além de softwares para gerar métricas e avaliar resultados, focar em menos canais é uma resposta muito mais inteligente. Veja mais em nosso texto sobre o “Bullseye Framework”.

3. Combine formatos para criar lógica

“Baixe o ebook grátis” – ótimo, e de graça, mas porque preciso baixar esse ebook? O que faz com que esse conteúdo seja mais relevante ou completo do que posts na internet que eu possa achar sobre o mesmo assunto? Será que a formatação desse ebook, além de sua capa, é algo agradável para a leitura? Qual serão meus ganhos após ler esse material?

“Cadastre seu e-mail” – claro, mas o que vou receber? Quantos e-mails por semana ou por mês você pretende mandar? Ganho alguma vantagem posterior sobre aqueles que não se cadastraram?

“Assista o vídeo” – o que mais há por detrás desse vídeo? Qual a relação dele com o que você tem a me dizer? Ele possui sequências ou vídeos similares – quando poderei vê-los?

As perguntas ao lado podem ser certamente respondidas com bons textos, landing pages bem construídas, e-mails preparados e eficientes, esquemas e organogramas que mostrem o processo ou infografia que explique ao leitor quais serão os passos seguintes. A combinação de elementos e formatos é uma prerrogativa básica do novo marketing de conteúdo. Uma boa estratégia de conteúdo não pode simplesmente beneficiar um formato apenas porque seu profissional de conteúdo ou pessoa que gere seu marketing prefere ou domina apenas algumas poucas disciplinas.

4. Aprenda com seu leitor

O leitor “ensina” o produtor de conteúdo desde a época dos primeiros jornais diários. À medida que publicamos material e conteúdo, o próprio nível de acesso, leitura, comentários, compartilhamentos e outras métricas podem nos indicar até que ponto um tema deve ser privilegiado em relação a outros. Tome novamente cuidado com as métricas da vaidade: textos compartilhados 1 milhão de vezes, mas jamais lidos até o final não são exatamente um “case” de comunicação para sua empresa.

Mas não se prenda apenas ao tema – seu leitor irá lhe proporcionar aprendizado em relação a quais canais e mídias priorizar, que estilo de produção você deve empregar, se você deve interagir e participar mais (ou menos) e com que frequência o conteúdo precisa ser divulgado.

5. Escrita envolvente

Esqueça os textos enlatados e posts que têm um SEO explêndido, mas coesão e estilo textual zero. O grande segredo das conversões está na permanência e ninguém deseja ficar muito tempo em uma página que não consegue sequer compreender, de tão mal escrita. Há maneiras de priorizar o ranqueamento e otimizar buscas sem recorrer a textos vazios e sem qualquer significado, articulados apenas para abrigar algumas poucas palavras-chave. Um leitor tradicional se sente traído ao ler um péssimo conteúdo – e geralmente, nunca mais dá as caras.

Fonte: Startupeando

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